abril 26, 2017 Helen Morais 0Comment

 

Pode ser uma solução para suas economias e um jeito diferente de morar e relacionar-se.

A tendência atual de moradia compartilhada (coliving) não soa como novidade para quem é dos tempos “hippie”. O conceito teve origem na Dinamarca, na década de 70, onde famílias tiveram a ideia de morar em comunidade em sistema de colaboração e integração, dando início ao primeiro projeto cohousing. Nele, as pessoas mantinham suas moradias privadas e compartilhavam espaços de convivência.

Em 1988, o arquiteto norte-americano Charles Durrett adotou a filosofia em empreendimentos nos Estados Unidos, onde até hoje mantém a The Cohousing Company, uma organização que acredita no convívio compartilhado como elemento essencial para uma sociedade mais sustentável. A partir daí as bases do coliving estavam alicerçadas.

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Com o passar dos anos, o movimento adquiriu novas formas para atender as necessidades contemporâneas, principalmente as das grandes cidades, de escassez de moradias, de economia e até mesmo de fugir da solidão.

Mas afinal como funciona a moradia compartilhada?

Quando se fala em moradia compartilhada não tem como não pensar em uma república estudantil, só que sofisticada ou gourmetizada. Mas não. Trata-se mais do que uma simplificação do aluguel comum ou economia de dinheiro. O principal diferencial é a troca de experiências e convivência entre moradores, além do uso de recursos de forma mais sustentável.

Existem diversos modelos de moradia compartilhada, com diferentes graus de privacidade. Na maioria, os quartos e suítes são privativos e as áreas comuns e despesas são dividas com os outros habitantes da moradia. Mas o que prevalece mesmo é a busca de um consenso de conviver em harmonia.

Moradia compartilhada para idosos no Mundo e no Brasil

Grupo de amigos aposentados que vivem na residência autogerida Convivir, em Cuenca, na Espanha. CARLOS ROSILLO

No mundo inteiro a moradia compartilhada surge como uma solução interessante para pessoas mais velhas. Temos exemplos da Espanha, Reino Unido e Toronto para citar alguns.No Brasil o movimento também está crescendo. Existem grupos no facebook como o Cohousing Brasil – Co-lares, liderado pela arquiteta Lilian Lubochinski, especialista em processos participativos e arquitetura da longevidade, e até iniciativas como o morar.com.vc, uma plataforma inédita online que conecta pessoas de qualquer idade, com base nas suas afinidades práticas e emocionais, para morarem juntas em moradia compartilhada.

“O foco da morar.com.vc é, em primeiro lugar, a formação de grupos de pessoas que tenham afinidades, não só práticas (se desejam comprar ou alugar, localização, prazo, nível de investimento, etc.), mas também emocionais (gostos, interesses, valores e estilo de vida semelhante), aumentando as chances de sucesso no compartilhamento da moradia”, informa Marta Monteiro que, juntamente com Veronique Forat, criaram a plataforma.

Além da formação dos grupos, a morar.com.vc também oferece a cada um o necessário para a concretização do seu projeto como: imóveis para locação ou compra, que correspondam à sua demanda específica, além de workshops de “aceleração de consenso”, serviços jurídicos, de arquitetura, de engenharia ligados à construção civil, entre outros.

Marta informa ainda que se você tem um imóvel e quer transformar em moradia compartilhada, o morar.com.vc, também presta esse serviço de achar as pessoas certas para compartilhar a sua moradia e de dar orientação da melhor forma para fazer isso.